Afinal, o que é intraempreendorismo?

5 min May 13, 2022
Mercado

Diante da pandemia do Covid-19, consequentemente tivemos incertezas, desemprego e a concorrência acirrada para vagas em empregos formais. Ocorreu-se então um boom mundial do empreendedorismo. Aqui no Brasil, por exemplo, muitas pessoas tiveram que se reinventar frente a esse cenário. Assim, em 2020, o número de microempreendedores individuais cresceu 20%. (Quintino, 2020)

Com a retomada lenta da economia mundial, ainda estamos em clima do “novo normal”, tentando mesclar o próprio negócio com o emprego formal. Segundo Candice Pascoal em entrevista com o Blog da Revista HSM Management, explica: “com o boom do empreendedorismo no mundo, houve uma separação distinta entre o trabalho corporativo e a criação de um negócio próprio. Em um mundo rápido e interconectado como vivemos hoje, porém, essa separação não faz mais sentido. Pelo contrário, o empreendedorismo tem invadido o ambiente corporativo e mudado as relações no trabalho. No momento em que isso acontece, a empresa é exposta a novos negócios e ao desenvolvimento de novos produtos, serviços e tecnologia.”

Em organizações em que sua cultura organizacional é horizontal, valoriza-se as opiniões e desenvolvimento de todos os colaboradores. Deste modo, as tomadas de decisões são realizadas em conjunto. Com esse novo jeito de se trabalhar, sem hierarquia e valorizando o “senso de dono”, muitos colaboradores podem se tornar intraempreendedores.

 Intraempreendedorismo, por sua vez, é uma habilidade em trazer ideias e ter proatividade dentro da empresa. Sendo um dos recursos mais valiosos nas empresas atualmente, este conceito já existe há muito tempo, mas se intensificou durante e após a pandemia.  Além disso, contém dois lados que são beneficiados: a empresa e o próprio colaborador. Segundo a especialista de carreiras Margareth Correia: “uma empresa que fomenta o intraempreendedorismo busca manter uma equipe multidisciplinar no seu quadro. Ou seja, compreende que uma equipe com diferentes formações é capaz de trazer ideias por diferentes prismas. Já o colaborador que é intraempreendedor, consegue enxergar no problema uma possibilidade de solução. Assim, a pessoa que visa a mudança e melhoria, traz uma grande contribuição pois enxerga na possibilidade de falha uma oportunidade de quebra de barreiras e não uma infelicidade. Isso exige, uma aprendizagem contínua”.

Com essa característica, as pessoas que têm esse perfil, não se limitam em cumprir apenas o que é delegado, mas sim constantemente busca por inovações dentro da empresa.  E, suas principais soft skills são: realização de análise estratégica, desenvolvimento do design thinking, autenticidade e integridade.

Já no livro de “Feitas Para Crescer – Como o Intraempreendedorismo Pode Promover a Inovação e o Desenvolvimento das Empresas” de Chris Kuenne e John Danner traça diferentes perfis de líderes intraempreendedores:

 

  • Líder Condutor: é focado em vender, tem um conhecimento intuitivo do mercado e motivação em resolver o problema de seus clientes.
  • Líder Explorador: cria sistemas para vender e solucionar problemas. É curioso e desenvolve soluções criativas, ao mesmo tempo, pode ser exigente demais com sua equipe.
  • Líder Expedicionário: possui uma profunda preocupação com as necessidades e desejos das pessoas, é extremamente empático, e tem um senso emocional de fazer o que é certo.
  • Líder Capitão: este tipo de liderança é focada no crescimento, e tem o cuidado de construir empreendimentos de valor. Direto e franco, este líder tem facilidade em empoderar as pessoas da sua equipe.

 

 Já que o mercado está demandando por profissionais com esse perfil, a Pós-graduação do Ecossistema Ânima ajuda na capacitação, oferecendo cursos que atendem as essas necessidades atuais. Os cursos são:

  • MBA em empreendedorismo e desenvolvimento de novos negócios;
  • MBA em administração de pessoal;     
  • MBA em desenvolvimento e gestão de franquias;
  • MBA em negociação e solução de conflitos;
  • MBA em gestão comercial e vendas;
  • MBA em gestão da criatividade e inovação;
  • MBA em gestão estratégica de processos;
  • MBA em liderança de alta performance.

Mas, você deve estar se perguntando: o intraempreendedorismo traz satisfação profissional a longo prazo? De acordo com Margareth Correia, “como humanos, temos a necessidade de nos sentirmos úteis e o intraempeendorismo é um caminho natural para alcançar uma satisfação profissional. Deixar um legado, fazer a diferença, inspirar pessoas é o desejo mais frequente em todas as fases da carreira.”

 

 


Por: Isabela Ferreira Franco

Especialista em Marketing e Bacharela em Publicidade e Propaganda. Em 2021, participou do XIII Congresso de Administração, Sociedade e Inovação com o artigo: Mudanças no comportamento do consumidor, geradas pela Economia Colaborativa, no mercado de streamings, perante a pandemia do COVID-19.


 

Referências:

 

https://bit.ly/37Gy3ds

https://bit.ly/3MevWg4

https://bit.ly/3l8pN9q

https://bit.ly/39iUdmG

Isabela Franco