Hard Skills e Soft Skills: entenda as diferenças e a importância de ambas na pós-graduação

7 min September 14, 2021
Educação

Hard skills são as habilidades técnicas e teóricas específicas da profissão, enquanto soft skills envolvem competências socioemocionais e valem para toda a carreira

Em qualquer forma ou modalidade de ensino, incluindo a pós-graduação, pode-se dividir o aprendizado em duas facetas: as hard skills e as soft skills. A primeira representa as habilidades técnicas, enquanto a segunda se refere àquelas habilidades consideradas mais subjetivas, como competências socioemocionais.

As hard skills sempre foram a base principal do ensino superior e das especializações – afinal, era o que se cobrava para entrar em um emprego ou assumir um cargo: a capacidade técnica de realizá-lo. Isso, porém, vem sendo modificado, e o mercado de trabalho cada vez mais valoriza as soft skills na seleção dos profissionais.

A diferença de hard skills e soft skills na prática

 

  • Hard skills:

 

Todo tipo de novo conhecimento que pode ser adquirido em um curso, seja ele teórico ou técnico, é considerado uma hard skill. São todas as habilidades e competências que podem ser, de certo modo, quantificadas, já que envolve um conhecimento prático. Elas podem ser adquiridas em aulas expositivas, cursos on-line, leituras, vídeos, podcasts, entre outros formatos de aprendizagem.

Além disso, as hard skills podem facilmente ser comprovadas. Quando observa-se um currículo, por exemplo, todos os cursos, graduações, certificados, mestrados e especializações são provas de que o profissional possui as habilidades técnicas citadas – como uma graduação em medicina veterinária ou especialização em marketing digital, por exemplo.

 

  • Soft Skills

 

Ao contrário do que acontece nas hard skills, é um pouco mais complicado determinar quais são as soft skills que um profissional possui. São qualidades subjetivas, relacionadas a características e competências socioemocionais, ligadas principalmente a personalidade e valores.

Boa parte das soft skills se relacionam com a forma como uma pessoa se relaciona com as outras, sejam elas sua equipe, seus subalternos ou ainda seus coordenadores e gestores. Comunicação clara, saber ouvir e debater, ter empatia, capacidade de solucionar conflitos e de gerir pessoas são algumas delas.

Também entram no campo das soft skills capacidades relacionadas à solução de novos desafios e problemas complexos da profissão. Nisso, entram competências como raciocínio lógico apurado, resiliência e capacidade analítica e cognitiva.

 

Como uma pós-graduação pode desenvolver hard skills e soft skills

 

Que as especializações são eficazes no desenvolvimento de técnicas, tornando o estudante um especialista na prática de alguma área de conhecimento, todos sabem. Agora, e as soft skills? Podem ser desenvolvidas durante um aprendizado?

Para responder essa pergunta, Denise Campos, Vice-presidente Acadêmica da Ânima Educação, utiliza como exemplo prático a pós-graduação on-line oferecida pelo grupo, que une encontros síncronos e assíncronos no ensino 100% digital:

 

  • Hard skills no mundo virtual

 

De forma geral, todas as hard skills da pós-graduação on-line são ensinadas nos minicursos com foco em habilidades específicas necessárias. Chamamos cada minicurso de nanodegree.

Cada nanodegree conta com cinco unidades curriculares de seis horas, contemplando um total de 30 horas de conteúdo, oferecidos em diversos formatos, como vídeo aulas, leituras, podcasts, entre outros.

Os professores são responsáveis por criar conteúdo e fazer a curadoria da trilha de aprendizagem das nanodegrees. Também cabe a eles promover um acompanhamento em encontros semanais on-line, uma espécie de mentoria onde os alunos podem fazer questionamentos e tirar dúvidas.

 

  • Soft skills demanda encontros síncronos

 

Já as soft skills são reservadas para os encontros síncronos, as experiências on-line, ao vivo. Cada um dos quatro módulos da pós-graduação 100% Digital da Ânima Educação, são compostos por dois nanodegrees e uma nanodegree experience, que prevê três aulas síncronas – e é nelas que as competências socioemocionais são desenvolvidas.

Elas envolvem uma aula de Problematização, onde os estudantes são estimulados a levantar questionamentos e, em debates em equipe, aprofundar o conhecimento adquirido no ambiente digital assíncrono; uma aula de Viagem, na qual é proposta uma experiência prática, em que os estudantes devem testar as habilidades e os aprendizados por conta própria; e ainda uma Plenária, quando um expert com vasta vivência e conhecimento da área de conhecimento faz uma convergência de todos os aprendizados do módulo.

“Problematizar, viajar (ou experimentar) e sintetizar. A ideia das aulas práticas é desenvolver, dessa maneira, habilidades que não podem ser aprendidas ao ler um texto ou assistir a um vídeo”, explica Denise Campos.

Questionar, se expressar e se comunicar, debater em grupo as questões-chave de um desafio complexo para chegar a soluções em equipe, raciocinar tudo que foi aprendido em experiências práticas e, enfim, analisar e sintetizar o conhecimento adquirido. Essas são as competências consideradas soft skills que podem ser desenvolvidas em um curso de pós-graduação, desde que haja os estímulos corretos.

 

A importância do Ensino 100% Digital com encontros ao vivo para o desenvolvimento das Soft Skills

 

Como observado nos exemplos acima, o desenvolvimento de soft skills está diretamente relacionado a experiências síncronas. Claro que não se pode ignorar as vantagens do ensino autoinstrucional, que funciona muito bem para habilidades técnicas e conhecimentos teóricos, mas a mescla das duas compõem a receita mais adequada para esse aprendizado integrado e eficaz.

“E é por isso que a o ensino 100% Digital é uma marca registrada da Ânima. É uma tendência, capaz de unir o melhor que os dois momentos têm para oferecer”, pontua Larissa Serrano, coordenadora da Pós Graduação Lato Sensu do grupo Ânima Educação.

Ao oferecer o conteúdo no ambiente digital, a especialização lato sensu da Ânima permite que o aluno controle seu próprio tempo de aprendizagem, algo essencial principalmente para profissionais do mercado, que precisam dividir o tempo entre o trabalho e os estudos.

Mas, ao mesmo tempo, os encontros síncronos oferecem a chance desse estudante aprofundar o conhecimento adquirido e desenvolver habilidades socioemocionais indispensáveis para trabalhar em equipe e atuar em gestão de pessoas e negócios. Além disso, é um momento apropriado para fazer networking, o que pode render, inclusive, novas oportunidades de emprego.

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