Nanodegrees: entenda os cursos online de especialização que prometem ser o futuro da pós-graduação

6 min June 22, 2021
Educação

Nanodregrees, integrantes da nova pós-graduação digital da Ânima Educação, ensinam habilidades específicas e com alta demanda no mercado de trabalho

 

A educação virtual está em plena ascensão. Prova disso é o crescimento da educação 100% Digital, que mescla o estudo com uso de materiais digitais, cursos com encontros síncronos entre alunos e mentores em ambiente on-line, e também da popularização do Ensino a Distância (EaD), que no ano passado registrava um total de 9 milhões de alunos inscritos no Brasil, de acordo com a Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).

É o cenário ideal para o surgimento e crescimento das Nanodegrees, que são certificações rápidas e objetivas, focadas em habilidades com alta demanda no mercado de trabalho.

 

Origem das nanodegrees

O termo nanodegree foi usado pela primeira vez pela empresa Udacity, organização criada em um experimento na Universidade de Stanford. A proposta era criar minicursos digitais com a função de capacitar o profissional com habilidades específicas e alta demanda nas empresas de tecnologia, comuns no Vale de Silício.

O conceito, porém, foi adaptado. Passou a ser utilizado por instituições de ensino que buscavam oferecer cursos digitais rápidos, com foco em conteúdo temático e flexível em horário, com o objetivo de também capacitar profissionais para demandas específicas, mas agora em diversas áreas do mercado de trabalho. Expandiu-se o conceito que, originalmente, se atinha à área de tecnologia.

 

Nanodegrees oferecem atualização profissional e empregabilidade com bom custo-benefício

Em um mundo onde novas ferramentas e tecnologias surgem constantemente e conhecimentos adquiridos poucos anos atrás tornam-se rapidamente obsoletos, as nanodegrees surgem como uma boa alternativa de atualização profissional rápida e com ótimo custo-benefício. Isso porque, na prática, uma nanodegree é um minicurso de especialização, oferecido de maneira on-line. Embora tenha menor duração que uma pós-graduação tradicional – geralmente a partir de 30 horas –, oferece um foco específico, sempre voltado para alguma habilidade necessária na prática da profissão.

Isso amplia não apenas a empregabilidade, mas também a chance de conseguir subir de cargo na empresa em que trabalha, já que o profissional torna-se capaz de cumprir novas funções.

 

Nanodegrees na prática

No Ecossistema Ânima, as nanodegrees têm uma carga horária de 30 horas e funcionam tanto como certificações independentes quanto como parte de uma especialização lato sensu.

Dentro de cada nanodegree existem cinco unidades de aprendizagem, cada uma com duração de seis horas.  Isso inclui uma trilha de conteúdos de diversos formatos, desde videoaulas até leituras, podcasts e infográficos.

A principal característica das Nanodegrees é que elas são autoinstrucionais e assíncronas – ou seja, podem ser feitas sem a necessidade do “ao vivo”. Isso significa que o aluno pode seguir a trilha de conhecimento de forma independente e autônoma, ao seu tempo, uma flexibilidade necessária por conta da dificuldade de deslocamento de muitos profissionais do mercado”, resume Denise Campos, vice-presidente da Ânima Educação, doutora em Educação e especialista em currículos integrados.

Além dos conteúdos assíncronos, em uma nanodegree também costumam ser oferecidos momentos de educação síncrona – ao vivo, ainda que não presencial. Os alunos participam semanalmente, de forma opcional, de mentorias, aulas com mentores especializados no assunto que ajudam a direcionar o aprendizado, tirando todas as dúvidas que os alunos tiverem sobre os conteúdos digitais da trilha de conhecimento.

Após a finalização das cinco unidades de aprendizagem da nanodegree, o estudante recebe um certificado que torna oficial sua autoridade em uma habilidade específica, e apto para se candidatar a vagas profissionais que exijam tal conhecimento.

 

Nanodegress nos cursos da Ânima Educação

As nanodegrees da Ânima funcionam de duas maneiras. A primeira e mais simples é a possibilidade de cursá-las de forma independente, como um curso digital livre, com carga horária de 30 horas. Esta modalidade é voltada para profissionais que precisam de uma atualização técnica específica para a carreira. Eles recebem ao final do curso um certificado comprovando seu conhecimento naquele tema ou competência.

A ideia principal das nanodegrees, porém, é que elas funcionem como um minicurso dentro de um curso maior – no caso, a Pós-Graduação 100% Digital, uma especialização lato sensu.

O programa da pós-digital é formado por quatro módulos on-line – ou seja, o pós-graduando terá acesso aos conhecimentos teóricos e técnicos por meio de uma plataforma online adaptativa. Cada um deles contém três nanodegrees: duas digitais e uma terceira, chamada de Nanodegree Experience, com atividades síncronas.

 

Nanodegree Experience foca em aprofundar conhecimentos e desenvolver soft skills

A Nanodegree Experience é composta por três aulas síncronas, cada uma com um propósito.

São elas:

  • Problematização: os alunos são estimulados a levantar questionamentos e debates sobre o aprendizado adquirido, em ambiente digital, aprofundando o conhecimento do tema;
  • Viagem: uma experiência prática e interativa, que coloca em ação o que foi aprendido e busca aprimorar as competências socioemocionais dos profissionais, como capacidade de comunicação efetiva em grupo, resolução de problemas complexos, liderança, entre outras;
  • Plenária: um expert com amplo conhecimento e vivência no tema do módulo é responsável por “amarrar” tudo que foi aprendido ao longo das nanodegrees digitais e dos encontros síncronos, finalizando o ensino daquele módulo.

A ideia, com isso, é que haja uma fluidez entre as vivências em grupo e os estudos individuais; uma fluidez entre problematizar, viajar e sintetizar. “A dinâmica da nossa pós-graduação se coloca sempre nessa inter-relação entre o digital e o síncrono; o teórico e o prático; entre as figuras digitais (nanodegrees e mentorias) e interativas (problematização, viagem e plenária)”, finaliza Denise Campos.

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