O que os RHs e headhunters buscam na entrevista de emprego?

4 min June 22, 2021
Mercado

A entrevista de emprego pode ser um momento de tensão para muita gente. O fato é que saber o que os RHs e headhunters buscam e esperam para determinada vaga durante o processo seletivo é, muitas vezes, um desafio.

O escopo de trabalho pode ser um indicativo, mas cada vez mais as empresas têm procurado competências que vão além do currículo tradicional, e buscam outros indicativos para diferenciação de candidatos. Para te ajudar neste momento, listamos quatro pontos importantes na hora da contratação.

 

1. Experiências técnicas e profissionais

No geral, as experiências são importantes pontos de destaque durante um processo seletivo, principalmente quando tratamos de cargos mais técnicos, onde o conhecimento em processos e técnicas ficam ainda mais evidentes no dia a dia operacional da profissão.

Quando o assunto é falar sobre as suas próprias experiências, concentre-se em você: não fale mal das empresas pelas quais passou, mas foque nos objetivos de carreira que você espera deste momento em diante.

Outro ponto importante é falar sobre suas realizações: como seu trabalho impactou no funcionamento da empresa? Quais suas contribuições e conquistas profissionais mais notáveis? Vale fazer um mapa mental e tentar localizar um antes e depois da sua passagem, destacando os pontos altos.

 

2. Competências Socioemocionais, as chamadas Soft Skills

Além das experiências profissionais, as chamadas Soft Skills têm ganhado cada vez mais espaço durante os processos seletivos. Isso porque é a partir delas que o RH ou headhunter consegue identificar se determinado candidato tem as características socioemocionais para a posição. É algo menos rígido e mais variável também ‒ cada vaga tem exigências de soft skills diferentes.

A boa notícia é que instituições de ensino superior têm se preparado para essa mudança de posicionamento do mercado na escolha de talentos, e investido em novas modalidades capazes de estimular o desenvolvimento de competências socioemocionais em seus estudantes.

É o caso da pós-graduação 100% digital proposta no Ecossistema Ânima, que conta com aulas e conteúdos digitais interativos para transmitir as habilidades técnicas, mas também as experiências síncronas: aquelas que permitem a troca humana, o aprofundamento de conhecimentos em debates e a evolução da capacidade de se comunicar efetivamente para solucionar desafios complexos. Vale lembrar, inclusive, que essa última é uma habilidade testada nas dinâmicas de grupo, comuns em processos seletivos de grandes empresas.

Alguns exemplos de Soft Skills cada vez mais requisitadas pelo mercado são:

  1. Comunicação clara e eficiente;
  2. Habilidade de liderança (dependendo do cargo);
  3. Proatividade para sugerir ideias e solucionar problemas;
  4. Raciocínio rápido;
  5. Mediação e resolução de conflitos;
  6. Capacidade de conectar boas ideias em projetos no papel

 

3. Estabilidade emocional

A estabilidade emocional ‒ ou inteligência emocional ‒ tem a ver com a forma como lidamos com as emoções daqueles que nos cercam. Apesar disso, ela não tem relação somente com nossas relações e interações sociais, mas com o modo como as nossas próprias emoções repercutem nos aspectos da nossa vida.

Uma dica importante para demonstrar sua inteligência emocional em uma entrevista de emprego é garantir que suas respostas às perguntas do recrutador transpareçam foco, flexibilidade, confiança e objetividade, sempre focando em seus objetivos.

Por exemplo: se o recrutador perguntar sobre pessoas que te inspiram, vale destacar não apenas um exemplo, mas também tipos de padrões comportamentais que você, como candidato, admira e respeita.

 

4. Habilidades extras

Além dos cursos relacionados à profissão diretamente, extras como conhecimento em línguas estrangeiras e habilidades técnicas ligadas à informática e ferramentas atuais e modernas usadas no mercado também são importantes para garantir destaque na hora da entrevista. Vale salientar que é importante ser verdadeiro em relação ao seu nível em determinada ferramenta, programa ou língua.

Neste sentido, ganha força a Educação Continuada. Traduzida do termo Lifelong Learning, aqui no Brasil ela se refere ao desenvolvimento constante das habilidades e competências de um profissional ao longo de toda a vida, por meio de atualizações em cursos, capacitações e especializações. A ideia é que você nunca fique desatualizado!

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