Qual a importância da Trabalhabilidade e do Lifelong Learning para sua carreira?

9 min August 11, 2021
Mercado

A Era 4.0 é um momento marcado por constantes mudanças e um contexto de imprevisibilidades. Como consequência, deixa de fazer sentido tanto para as organizações, quanto para as pessoas, a ideia de se trabalhar em uma mesma empresa durante grande parte da vida profissional, ou mesmo por alguns anos, ocupando funções específicas até alcançar os maiores níveis hierárquicos.

Nesse novo formato, os profissionais buscam por maior autonomia e oportunidades de mobilizar seus talentos e capacidades de diferentes formas, em diferentes contextos e projetos. Para as novas gerações essa necessidade é ainda mais importante e associada à intenção de atuar em atividades alinhadas a sua visão de mundo, valores e estilo de vida.

Essa série de mudanças caracteriza o novo momento de mundo que vivemos, também chamado de Era da Trabalhabilidade, que iremos conversar um pouco mais no decorrer deste artigo.

 

Empregabilidade versus Trabalhabilidade

 

Historicamente, de 1960 a 1990, as relações de trabalho estavam focadas no que chamamos de era do emprego. Nesta época, o ideal do profissional seria crescer em uma mesma organização durante toda a sua trajetória de carreira. Aqui, quanto mais o profissional se especializasse  em uma determinada atuação, mais próximo do sucesso ele estaria.

De 1990 a 2000, em um curto espaço de tempo de 10 anos, vivemos a era da empregabilidade, onde boa parte das características da era do emprego se mantém, só que agora na perspectiva do profissional poder construir a sua trajetória em mais de uma organização.

E desde o ano 2000, acompanhamos a mudança para a era da trabalhabilidade que nos traz uma nova proposta, onde o ideal de sucesso é o autoconhecimento e o desenvolvimento contínuo do hall de habilidades e competências e, a partir disso, a criação de atuações profissionais, não só em uma única organização, mas em diversas tipos de negócios. E, assim, a partir dos seus talentos com múltiplas potencialidades, o profissional consegue ampliar seu leque de atuações.

É importante frisar que enquanto a era da empregabilidade estava voltada para o preparo dos profissionais em conseguir se estabilizar no mercado de trabalho, a trabalhabilidade está voltada para o desenvolvimento de competências necessárias para solucionar demandas imprevisíveis e problemas cada vez mais complexos em diferentes contextos com diferentes vínculos de trabalho.

E é exatamente por isso que a era da trabalhabilidade caminha lado a lado com o Lifelong Learning, conceito que irei detalhar mais abaixo neste artigo. Mas antes, vamos entender um pouco mais sobre “Trabalhabilidade”?

 

O que é Trabalhabilidade?

 

A Trabalhabilidade pode ser entendida como a capacidade que o ser humano tem em absorver habilidades, conhecimentos e competências para gerar renda, trabalho e riqueza. Seja como empregado, empreendedor, influenciador, profissional autônomo ou liberal.

Se traçarmos um paralelo com a língua inglesa e analisarmos o conceito de “work ability”, o sentido no português para “trabalhabilidade” significa a capacidade ou potencial produtivo de uma pessoa para gerar soluções efetivas em um determinado contexto.

Nesse sentido, a Trabalhabilidade está relacionada ao movimento, em que um indivíduo encara o mundo de forma mais ativa e consciente, mobilizando a diversidade de seus potenciais para contribuir na resolução de problemas complexos e imprevisíveis.

Na era da Trabalhabilidade, o emprego compartilha espaço com o trabalho. Mas, em linhas gerais, o que é trabalho?

O trabalho representa a potência máxima humana de contribuir com o mundo na superação de seus maiores desafios, ao mesmo tempo, em que é possível mudar a sua própria realidade.

Se na era do emprego, o diploma foi considerado garantia de sucesso na carreira, na era da trabalhabilidade, em que a imprevisibilidade é a nova regra, o diploma ganha um novo sentido e passa a ser uma âncora, mas não é mais suficiente para levar o estudante onde ele pode e quer chegar.

Mas, por que isso acontece? Porque agora, não existe mais linearidade e clareza do próximo passo que garantirá o crescimento em sua carreira. O desenvolvimento profissional agora acontece de forma fluída, constante e em diferentes áreas da vida e da carreira. Por isso, o mantra desse novo mundo é o Lifelong Learning, ou seja, aprender para toda vida.

 

Qual a ligação do Lifelong Learning com a Trabalhabilidade?

 

Antes de explicarmos em detalhes essa ligação, vamos definir o que significa a expressão “Lifelong Learning”.

O Lifelong Learning começou a ser difundido no Brasil no início da década de 80, e representa uma forma de ensino baseado no aprendizado contínuo. Sugerindo o aperfeiçoamento constante do indivíduo e propondo a ideia de que nunca é tarde para iniciar algo novo ou complementar conhecimentos já existentes.

Ele aposta no desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o crescimento pessoal e profissional das pessoas. Quanto mais conhecimento atualizado for adquirido, maior é o desenvolvimento, aumentando, assim, as chances de alcançar melhores propostas profissionais.

A conclusão a que se chega é de que o mundo de algumas décadas atrás era significativamente diferente do atual. E, por esse motivo, o que servia como padrão de excelência não consegue mais atender às exigências da realidade atual, gerando comportamentos e sentimentos de inadequação.

Logo, para garantir a trabalhabilidade, passa a ser necessário se dispor à reinvenção e ao aprendizado constante, ou seja, o indivíduo aprendendo sempre e para sempre sobre quem se é (autoconhecimento), como se relacionar com as pessoas e com as suas próprias emoções (soft skills) e sobre como gerar valor em um mundo diferente a cada novo dia (formações e capacitações).

 

Alguns exemplos aplicados do Lifelong Learning:

 

Dentro da educação formal, o lifelong learning se manifesta em diferentes exemplos de cursos e programas de ensino, como:

  • Pós-graduação stricto sensu (Mestrado e Doutorado)
  • Pós-graduação lato sensu (especialização ou MBA´s)
  • Segunda graduação
  • Cursos livres
  • Cursos profissionalizantes

Já dentro da educação não formal, é possível desenvolver o lifelong learning por meio de:

  • Livros, filmes, séries ou Ted Talks
  • Hobbies
  • Bootcamps
  • Participação em Webinars, palestras e eventos
  • Intercâmbios

Como o Lifelong Learning pode aumentar a trabalhabilidade e acelerar a entrada do estudante no mercado de trabalho?

O diploma de graduação tem essa representatividade: ser a porta de entrada para uma realidade futura mais próspera. O aluno tem a expectativa do sucesso, mas recebe o diploma. Por isso, pergunto: mesmo com dedicação e notas boas nas disciplinas, já seria o suficiente para que a trabalhabilidade fosse garantida e para que o profissional tivesse uma carreira de sucesso? Definitivamente, não.

“Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender”. Alvin Toffler, escritor e futurista norte-americano.

A adoção do lifelong learning e de uma postura aberta ao desconhecido mobilizam a criatividade, colaboração e as mais diversas habilidades e competências desenvolvidas ao longo da vida, indo muito além das experiências profissionais. Tudo isso o torna mais atrativo e preparado para enfrentar os desafios do mundo do trabalho. Uma realidade já posta no mundo empreendedor, em que profissionais atuam em diversas frentes nos seus negócios, impulsionando ao máximo todas as suas habilidades e competências para gerar soluções inovadoras, que podem produzir renda e riqueza para o país.

 

A jornada do profissional do futuro não pode ter fim. Ela precisa ser cíclica e relevante, permitindo encontrar oportunidades de trabalho que façam sentido para o seu perfil e que o façam feliz, aumentando, assim, sua produtividade e o preparando para enfrentar esse novo normal do mundo, que é a imprevisibilidade.

Agora nos conte, você já sabia da ligação e importância da trabalhabilidade e do Lifelong Learning para sua carreira? Deixe sua opinião nos comentários.

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Por: Workalove e Blog da Pós-graduação

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